quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sextaSIM apresenta

29.outubro

Convidado: Andrey e A Baba do Dração de Komodo
Festa de encerramento da Mostra de Animação A Caverna(mostracaverna.com)

A Mostra de Animação A Caverna desde 2007 exibe animações latino-americanas na cidade de Florianópolis. A proposta é trazer ao público animações que estão fora do circuito de exibição comercial. Trabalhos realizados de forma independente e que visam à experimentação, a reflexão e o desenvolvimento desta linguagem. Além das exibições, a mostra traz debates com realizadores de peso no cenário latino-americano com a intenção de criar um elo de comunicação entre eles e os produtores independentes da região, fomentando dessa maneira a discussão de experiências tanto na área de realização quanto na área de exibição e distribuição.

Rodrigo Amboni
>> omagoaudiovisual.com

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ROCK VIRULENTO E POESIA CONCRETA

Ouvi dizer que você pediu provas desse som, sujo e concreto, então lhe mando uma espécie endêmica de rock: jurássico, ácido, ardido… A idéia era criar um grupo que tocasse um rock mais virulento, um rock que trabalha com novidade e redundância, músicas com ritmo intenso e ácido como a baba do dragão de komodo. Com pretensão de inserir diferença em qualquer nível, “A baba” como o grupo é carinhosamente chamado pelos fãs, está causando na capital catarinense (Florianópolis) um estrago avassalador. Agressividade no ritmo nas letras e no palco faz de Andrey e a baba do dragão de komodo o novo delírio das noites da Ilha.
A banda tem um repertório extenso de composições, a meta é produzir uma música por ensaio, seu primeiro disco intitulado de NASÇA, foi gravado na Holanda, ao vivo dentro de um estúdio, um olhando pra cara do outro.
Talvez a canção mais interessante do disco, substância, trás uma referencia para “O PULSO” enquanto a canção titânica cita nomes de doenças, “SUBSTÂNCIA” é composta só de nomes de remédios.
Andrey faz poesia concreta há quinze anos, tem grande influência dos poetas concretos, Augusto de Campos, Décio Pignatari e do Ex Titãs Arnaldo Antunes.
A baba do dragão de komodo: rock + poesia concreta; poesia concreta + rock e vice–versa, como no verso andreyniano: “respiro pulmão, o ar na contra mão”. ao contrário dos artistas de vanguarda, a banda procura estar atrás de seu tempo, fazendo o puro rock dos anos 80: “ovo novelo, novo no velho”.
A forma performática e sempre vestidos de preto e com cintas luminosas (como as usadas pelos lixeiros à noite) sobre as roupas, o grupo atrai o espectador e o coloca cara a cara com a densidade poética de Andrey. Enfim, o melhor é ficar defronte
Da arte dessa Baba.
O dragão de komodo: um lagarto gigante, que existe há centenas de séculos, já vivia na terra muito antes do aparecimento do homem, encontrado na ilha de Komodo, na Indonésia e em algumas ilhas circunvizinhas, ele é o maior de todos os lagartos atuais. guloso e carnívoro, come veados, macacos, cabras e porcos selvagens. também gosta muito de carniça e é capaz de dar conta de uma carcaça inteira de búfalo, mas o dragão – de – komodo também come animais vivos. derruba a vítima com sua forte cauda e corta-a em pedaços com os dentes. Costuma comer primeiro a língua e as entranhas, suas partes preferidas.

Andrey é: Andrey mesmo (poeta e voz)
A baba do dragão de komodo é:
Maneca (baixo e vocais);
Tião (guitarra R)
Neno (bateria).

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