terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lembranças de alguns agostos

Nasci no dia 10 de agosto de 1984 em Lages (SC) na maternidade Teresa Ramos, reza a lenda que não tinha água na cidade pois tinha ocorrido uma enchente no rio Carahá, por grande coincidência também, nasci prematuro de 8 meses na mesma data que meu pai nascera algumas décadas antes.

As vezes me pego pensando sobre o significado do aniversário, as pessoas todas te parabenizando, aí tenho aqueles pensamentos, "parabéns de que? eu não fiz nada, tinha que dar parabéns pra minha mãe e pro meu pai que me fizeram", mas aí em seguida esses pensamentos de logo passam, até pq o egocentrismo desde leonino em seus 26 anos fala mais alto, assim como o fato de eu permanecer muito mistico a signos, cores prósperas para cada ocasião e seus significados e etc.

Não tenho lembranças muita claras dos meus quatro primeiros aniversários, mas lembro dos meus 5 anos, lembro que eu fiquei gripado, com febre, esses males de inverno, lembro de minha professora na pré-escola perguntar o que eu tinha feito no meu aniversário e eu respondi: "tia, não fiz nada, tava doente".

Os aniversários seguintes, lembro vagamente, lembro de alguns com clareza, mas sem certeza dos anos. Já lembro também dos meus anos de colégio Santa Rosa e do meu pânico de aniversário pelas brincadeiras estúpidas dos colegas, isso me acompanhou até o terceiro ano do segundo grau e era a parte infeliz da data de meu nascimento.

E acho que como toda criança e depois pré-adolescente, o que mais se gosta de aniversário são os presentes, lembro de um lado da minha família que geralmente me dava CDs, e eu adorava isso, pois geralmente eram CDs que eu não gostava, e essa era a melhor parte, pois eu ia na loja e trocava todos por títulos que eu estava esperando há tempos pra comprar. Lembro também que por outro lado da família eu ganhava dinheiro e geralmente se revertiam em CDs também ou alguma quinquilharia inútil que eu queria. Odiava ganhar roupas. Mas é engraçado que com o passar dos anos isso vai mudando, e as roupas passam a ser legais, os CDs daquele tempo são downloadeaveis e já não custam tão barato quanto em outros tempos. Lembro que depois dos 14 anos, geralmente os presentes por parte da minha mãe era algum instrumento, uma guitarra ou um violão ou ainda um pedal de efeito.

Nunca fiz festinhas, mas geralmente tinha um bolo e uns salgadinhos e bastante gente ia lá em casa (em Lages), lembro que depois que vim pra Floripa geralmente não via quase ninguém, mas vinham e-mails e telefonemas aos milhares dos amigos de todo lado, lembro de um aniversário que minha namorada organizou aqui em Floripa e não apareceu quase ninguém, lembro também de outro no Chopp do Gus que todo mundo apareceu, ano passado estava indo pro Rio, foi mais um daqueles aniversário só recebendo e-mails e telefonemas.

Esse ano, diferente do ano passado, vou passar no meu apto em Floripa, afinal, é mais um aniversário que passa e aí me remete aquele pensamento sobre o que realmente é... mas, sei lá, oras, o que importa!?

1 comentários:

  1. Parabéns, cara. E e não só pelo aniversário. Pela amizade de alguns anos, pelo teu trabalho e principalmente, pelo teu caráter. Guris de família são raros e tu és um deles. Fico muito feliz de ser amigo de verdade e não apenas de uma rede social, tão em voga nos dias de hoje. Um grande abraço, cara.

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