Pra começar bem, recomendo demais o novo disco de Charlotte Gainsbourg, intitulado IRM. Produzido por Beck, o álbum trás fusões de sonoridades diversas, lembrando por vezes a veterana islandesa Björk e algumas coisas de Massive Attack (inclusive seu recente trabalho Heligoland), por outro lado, em uma visão bem pessoal e particular, me lembrou de longe coisas de Pet Shop Boys. Esse disco é com certeza um dos Top 10 pra mim este ano.
Vindo do macromundo para o sul do Brasil, devo destacar o lançamento dos discos gêmeos dizigóticos da Tijuquera (#4 e #5), com canções da turma toda do John Paul sob os olhares de Carlos Trilha no Rio de Janeiro. O #4 está disponível em (www.tijuquera.com.br) para download e neste mesmo cyberespaço encontra-se um link para comprar o #5.
Ainda no sul do Brasil, anexando nossos companheiros porteños, já está a venda o Délibáb de Vitor Ramil, repetindo a roupagem de Ramilonga-A Estética do Frio (1997). Porém, não posso dizer que o disco é exatamente o Ramilonga com novas canções, é algo mais, especialmente para quem já viajou no oeste catarinense fazendo margem com o Paraguai, seguindo pelo Oeste Gaúcho com fronteiras Argentinas, passando pelas planícies de Tacuarembó no Uruguai chegando à beira do Mar del'Plata e comungando da sua imensidão desembarcando na capital porteña Buenos Aires onde foi feita a gestação do álbum, com direito a produção argentina de Carlos Moscardini, gravado no Circo Beat Studio, propriedade de Fito Paez.
E por falar em Fito Paez, não posso deixar de falar sobre o seu novo álbum, Confiá, lindão. Admiro o Rodolfito por lançar praticamente um disco por ano, e por cada um deles ser em uma pegada, ora com banda, ora sozinho, ora orquestrado. Adoro Fito Paez.Pra completar, estou trabalhando na segunda edição do OPA! que deve rolar na Célula Cultural Mané Paulo no dia 22 de maio. Até...
Charlotte, meu amor..
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